"Atrevida" - Fatos&Fotos

Caminhos do Coração (Carlos Castãneda)

Cada caminho é apenas um, entre um milhão de caminhos. Se você achar que não deve seguir por ele, não precisa, de jeito nenhum! Um caminho é só um caminho...

Não é um problema largar o caminho, nem pra você, nem para os outros, se isso for o que pede o teu coração, o que ele aconselha. Mas, a sua decisão em continuar ou abandonar o caminho, deve ser livre do medo e da ambição.

Examine o caminho com atenção! Experimente, se quiser. Tente, quantas vezes achar necessário. Depois, pergunte a você, e tão somente a você: "Este caminho tem coração?"  A única pergunta importante é essa: "Este caminho tem coração?" Se tiver, o caminho é bom! Se não, ele não serve".

Em março de 1986, Fafá de Belém começava a produção do seu próximo disco "Atrevida", que seria produzido por Max Pierre. Na cantora, um desejo de novamente se reinventar.

Desde a campanha pelas "Diretas Já", em que descobriu um Brasil, até então desconhecido para ela, desejava se aproximar mais do povo, de cantar e ser feliz com o povo. Esse processo já havia começado com o disco anterior, "Aprendizes da Esperança", onde as faixas "Lambadas" e "Doce Magia" haviam se tornado grandes sucessos populares.

Enquanto isso, notas maledicentes continuavam, em um número menor, a circular na imprensa. Os boatos sobre a sua possível candidatura também foram intensificados, embora ela os negasse.

Uma outra preocupação, era em relação a sua gravadora. A Som Livre, estava em período de grande reformulação onde contratos eram cancelados ou não eram renovados. Fafá, por contrato, ainda tinha dois discos a serem lançados pela gravadora, mas pairava uma dúvida de que o mesmo fosse cumprido. Só restava ir andando e ver onde esse caminha a levaria, e foi o que fez.

Agenda: Fafá na TV (Eixo Rio-São Paulo) no mês de Março de 1986:

06/03/1986 - Programa "Miele&cia" - TV. Manchete

08/03/1986 - Programa "Cassino do Chacrinha" - TV. Globo

Março de 1986.  Começa a produção do novo trabalho de Fafá de Belém, o disco "Atrevida".

Em abril de 1986, Fafá entra em estúdio para gravar seu nono disco de carreira, terceiro pela Som Livre. A primeira música a ser gravada, em caráter de urgência foi "Pra Não Mais Voltar", com letra inédita de Maysa e musicada por Ivan Lins, exclusivamente para Fafá. A Rede Globo, havia decidido de última hora que essa música seria a abertura da sua próxima novela das 18:00h, "Sinhá Moça". A decisão da emissora, causou em Fafá um certo constrangimento, afinal, o tema de abertura que já havia sido definido e posteriormente cancelado, era uma música gravada por Leila Pinheiro. Fafá ligou para Leila e disse-lhe: "Por favor, não me leve a mal, eu não tenho nada com isso". Obviamente que Leila Pinheiro compreendeu, e tudo terminou bem.

Desde o início da produção do disco, estava rolando um certo estresse entre a cantora e o seu produtor, Max Pierre, por conta de uma música que Fafá queria incluir no disco, mas o Max não queria nem falar nisso. Trata-se da música "Memórias" (Leonardo). Não, Max Pierre não era um arrogante, ele apenas se preocupava com a imagem da cantora, e claro, com a sua também, afinal, "Memórias" era uma música considerada "brega", e naquela época tudo era extremamente conceitual. Artistas que gravavam a chamada "MPB de qualidade", jamais poderiam gravar um artista popular, que era o caso de Leonardo. Tudo era muito dividido entre: AM e FM, Rede Globo e TVS entre as demais.

Uma cantora como Fafá de Belém, poderia pôr em cheque tanto a carreira dela, como a de quem a produziu. Isso poderia "manchar" o currículo do produtor e acabar com a carreira da artista. Fafá insistia, Max tampava os ouvidos e assim, as gravações foram acontecendo.

Mas, o Lincoln Olivetti, a pedido da cantora, fez o arranjo da música. Fafá ainda tinha esperanças de que Max Pierre voltasse atrás nessa sua questão conceitual. Max Pierre estava irredutível; até que, já próximo ao final das gravações, aconteceu um incidente: Max foi ao banheiro e ao tentar sair, a maçaneta da porta se soltou, só era possível abrir a porta por fora. Fafá não se fez de rogada, deixou o produtor trancado e com a ajuda de Lincoln, gravou o que seria um dos seus maiores sucessos: "Memórias" (Leonardo).

Agenda: Fafá na TV (Eixo Rio-São Paulo) no mês de Abril de 1986: 

20/04/1986 - Programa "Vídeo-Show" - Em um quadro que homenageava o Presidente Tancredo Neves. - TV Globo

No dia 28/04/1986 estreou, pela Rede Globo de Televisão, a novela das 18:00h, "Sinhá Moça". A música "Pra Não Mais Voltar" (Maysa/Ivan Lins), gravada por Fafá de Belém, foi o tema de abertura do folhetim.  Assista:

Agenda: Fafá na TV (Eixo Rio-São Paulo) no mês de Maio de 1986:

03/05/1986 - Programa "Cassino do Chacrinha" - Cantou "Pra Não Mais Voltar" - TV. Globo

04/05/1986 - Programa "Fantástico" - Clipe da música "Pra Não Mais Voltar" - TV. Globo


Concluídas as gravações de "Atrevida", Fafá resolveu viajar. Foi para os Estados Unidos, onde se surpreendeu ao se ouvir nas rádios locais. Estava decidida também em focar menos na política, afinal, a militância só lhe havia trazido dores de cabeça. 

Fafá saiu dos E.U.A e voou diretamente para França, mais precisamente em Paris, onde participou do "Projeto Cultural França-Brasil". Além de Fafá, participaram também: Maria Bethânia, Chico Buarque, Baden Powell, Paulino da Viola, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Gal Costa, Luís Gonzaga, entre outros artistas brasileiros. Fafá de Belém participou do último show, levou os franceses a loucura, foi ovacionada! 


Após viver as emoções de ouvir suas músicas sendo tocadas nas rádios americanas e encantar os franceses, Fafá voltou para o Brasil para o lançamento do seu nono disco: "Atrevida", que começou a chegar as lojas no final da primeira quinzena do mês de julho de 1986.

Agenda: Fafá na TV (Eixo Rio-São Paulo) no mês de Julho de 1986:

26/07/1986 - Programa "Cassino do Chacrinha" - TV. Globo

No fim da primeira quinzena de julho de 1986, chegava as lojas "Atrevida", nono álbum de carreira de Fafá de Belém. A música "Meu Homem" (Carole Bayer/Seger-Marvin Hamlisch - Versão: Fafá de Belém) já era sucesso nas rádios de todo o Brasil. A crítica ficou um tanto dividida quanto ao trabalho apresentado. O crítico Tarik de Souza, do "Jornal do Brasil", avaliou negativamente o repertório enquanto que Mauro Dias, de "O Globo", avaliou negativamente os arranjos pasteurizados de Lincoln Olivetti. A gravadora Som Livre distribui um comunicado apresentando o disco. Veja na galeria abaixo, o comunicado da Som Livre e as críticas aqui citadas:

Com a música "Meu Homem" (Carole Bayer/Seger-Marvin Hamlisch - Versão: Fafá de Belém), começava a divulgação de "Atrevida". Assista ao clipe exibido pelo programa "Fantástico", na Rede Globo:

Fafá de Belém - "Atrevida" - Som Livre - 1986

Disco "Atrevida" - Fafá de Belém - Capa

Disco "Atrevida" - Fafá de Belém - Contracapa

Disco "Atrevida" - Fafá de Belém - Músicas e Ficha Técnica

Disco "Atrevida" - Fafá de Belém - Encarte - Pôster

Disco "Atrevida" - Fafá de Belém - Encarte - Letras

Ouça o Disco:

Agenda: Fafá na TV (Eixo Rio-São Paulo) no mês de Agosto de 1986:

02 e 16/08/1986 - Programa "Cassino do Chacrinha" - TV. Globo

19/08/1986 - Programa "Xou da Xuxa" - cantou "Lambadas 2" - TV. Globo

"Sanduíche de Artista" (Cláudio Fontana), gravada pelo grupo "Os Originais do Samba", foi um grande sucesso popular no ano de 1986. Fafá é citada na música. "A melodia Sanduíche de Artista surgiu num concurso de compositores que havia no programa "Flávio Cavalcanti" em medos dos anos 1980 (1984/1985), na então TVS. No quadro, Flávio narrava uma notícia ou tema relacionado a algo atual e desafiava dois compositores a criarem uma música temática durante a exibição do programa. Cláudio Fontana criou esta pérola numa noite em que o tema era a tal lanchonete fluminense onde se vendiam sanduíches com nomes de artistas e a interpretou para o júri, ganhando incontestavelmente o grande prêmio da noite. Logo em seguida, "Os Originais do Samba" gravaram a música que foi grande sucesso nos programas de TV da época, apesar de problemas com a então censura agonizante da época, que ficou um tanto cabreira com a letra maliciosa e de duplo sentido". (Fábio Runner) - Ouça:

Agenda: Fafá na TV (Eixo Rio-São Paulo) no mês de Setembro de 1986:

01/09/1986 - Programa "Globo de Ouro" - Cantou "Meu Homem" - TV. Globo

28/09/1986 - Programa "Os Trapalhões" - Cantou "Meu Homem" - TV. Globo

No dia 28 de setembro de 1986, Fafá de Belém foi uma das atrações no humorístico "Os Trapalhões". Na atração, Fafá cantou o sucesso "Meu Homem" contracenando com Renato Aragão. O vídeo foi originalmente postado no Youtube pelo fã Ulysses Mazza. Como no vídeo postado por ele tinha outros conteúdos, fiz então essa edição. Assista:

Fafá entrou no mês de outubro de 1986 com algumas preocupações. A sua gravadora, a Som Livre, estava passando por mudanças. A gravadora acreditava que fazer trilhas sonoras era algo bem mais rentável do que ter artistas contratados. Alguns artistas já haviam se desvinculado da gravadora, seja por fim de contrato, seja por rescisão. Por contrato, Fafá tinha ainda mais um disco, mas os resultados das vendas de "Atrevida" até então, não estava sendo satisfatório; o disco havia vendido apenas 200 mil cópias e dentro das circunstancias, era algo preocupante. No meio disso tudo, a Revista Playboy estava sondando a cantora para posar nua, Fafá ficou hesitante diante do convite, que por fim, acabou não aceitando e a revista a substituiu por uma sósia sua, Lílian Ramos. Enquanto isso, a gravadora, que queria alavancar as vendas de "Atrevida", apostou em "Memórias" (Leonardo) e acertaram em cheio.

A estratégia da gravadora deu certo. "Memórias" já era a musica mais pedida nas rádios de todo o país. O clip foi exibido no "Fantástico". O clip inteiro não é possível de se encontrar na internet. Como eu tinha alguns trechos dele, fiz uma montagem usando imagens do clip e de uma apresentação de Fafá no "Globo de Ouro". - Assista:

Agenda: Fafá na TV (Eixo Rio-São Paulo) no mês de Novembro de 1986: 

30/11/1986 - Programa "Vídeo Show" - TV. Globo

Fafá terminou o ano de 1986 feliz com a balança, estava 38 quilos mais magra, e com a carreira em alta. "Memórias" era um grande sucesso nacional, a mais tocada nas rádios de todo o país. Sua presença nos programas de TV. Tornaram-se constantes. O disco, que em outubro havia estacionado nas 200 mil cópias vendidas, chegou em dezembro a incrível marca, pelo menos no histórico da cantora, de 500 mil cópias vendidas. A Som Livre até chegou a anunciar na TV o disco. "Atrevida" mudaria totalmente a carreira de Fafá. A cantora teve enfim certeza do que sempre desconfiara: seu lugar era junto ao povo, era isso que a fazia feliz. A partir dali e nos 12 anos seguintes, Fafá de Belém seria líder nas paradas de sucesso, não só no Brasil, como também em Portugal.

Agenda: Fafá na TV (Eixo Rio-São Paulo) no mês de Dezembro de 1986:  

12/12/1986 - Programa "Globo de Ouro" - Cantou: "Memórias" - TV. Globo

13/12/1986 - Programa "Cassino do Chacrinha" - Cantou: "Memórias" - TV. Globo

"Memórias" em todas as paradas de rádio e TV

"Globo de Ouro" - TV. Globo

"Cassino do Chacrinha" - TV. Globo

Um grupo empresarial português resolveu reabrir o tradicional "Cassino Estoril" e convidaram a Fafá para animar o primeiro réveillon do novo cassino. Fafá declarou na época que "O convite me deixou assustada". Bobagem. Fez um sucesso escandaloso em terras lusitanas. Maria da Fé, umas das cantoras mais populares de Portugal, declarou, após assistir ao show da Fafá, que: "Nunca vi nada igual! " Fafá também se apresentou no Teatro Rivoli, na cidade do Porto, outro sucesso! Voltou três vezes a cena, o público não a deixava ir embora. Fafá começava ai a sua história de amor com Portugal.

Agenda: Fafá na TV (Eixo Rio-São Paulo) no mês de Janeiro de 1987:

03/01/1987 - Programa "Cassino do Chacrinha" - TV. Globo

10/01/1987 - Programa "Perdidos na Noite" - Com Fausto Silva - TV. Bandeirantes

Agenda: Fafá na TV (Eixo Rio-São Paulo) no mês de Fevereiro de 1987:   

01/02/1987: Programa "Fantástico" - Clipe da música "Rei no Bagaço, Coisas da Vida" - TV. Globo

07/02/1987 - Programa "Cassino do Chacrinha" - TV. Globo

O mês de março de 1987 começou bem acelerado. Show novamente em Portugal, desfile de escola de samba, shows pelo interior do Brasil, embora o período "Atrevida" se aproximava do fim, muita água ainda iria rolar. Fafá, por contrato, ainda devia um disco para a Som Livre, e o projeto desse novo trabalho já começava a se desenhar na cabeça da cantora. Embora "Atrevida" já tivesse passado das 500 mil cópias vendidas, a Som Livre não havia ainda se pronunciado sobre a possibilidade de renovação de contrato.

Agenda: Fafá na TV (Eixo Rio-São Paulo) no mês de Março de 1987:

14/03/1987 - Programa "Cassino do Chacrinha" - TV. Globo

Fafá em Portugal

Entre os meses de abril a agosto de 1987, Fafá se dividiu entre a produção de seu novo disco, e a agenda do show "Atrevida". "Memórias" ainda era um grande sucesso radiofônico e por conta disso, a agenda de shows estava lotada.

Em março de 2016, o blogueiro Meucarovinho, escreveu para o portal www.revistaforum.com.br um artigo em comemoração aos 30 anos do lançamento do disco "Atrevida". Segue:

"Atrevida" foi o terceiro disco da cantora Fafá de Belém, lançado em 1986 como contratada da Som Livre. Produzido por Max Pierre e com arranjos de Lincoln Olivetti, o disco revela o momento em que a artista se dividiu entre a sedução e o feminismo, com temas de amor e de afirmação de suas vontades, antes sujeitas à aprovação do seu parceiro. Em "Atrevida", Fafá mostrou as múltiplas faces da mulher, desde a que cuida, sonha e briga por seu amor, assim como a que não abre mão de ser atendida por seus desejos mais carnais.

Fafá já estava sendo duramente criticada na época pela mudança do seu repertório. Antes, mais regional e restrita, gravando grandes nomes ditos "de primeiro escalão" da música popular brasileira, ela, ao assinar com a Som Livre, trocou o linguajar mais sofisticado para se tornar mais acessível e popular. Para muitos, isto denotou decréscimo artístico. Para Fafá, a sua consagração para atingir em cheio o coração do povo, com canções mais apaixonadas e menos "cabeça".

O disco abre com a versão de "Nobody does it better", já conhecida na voz de Carly Simon, trilha de James Bond em "The spy who loved me" (1977). Escrita em português pela própria Fafá, "Meu homem" ganhou versos de forte apelo sentimental e é dedicada àquele que a faz se sentir plena, viva e desejada. Percebe-se que a voz da cantora ganhou novos alcances, outrora mais grave e um tanto rouca, agora ocupa mais espaços, arriscando falsetes.

Múltiplas faces - A presença de Ivan Lins e Vitor Martins traçou o fio condutor nas faixas que possuem as letras que mais refletem a alma feminina, a exemplo de "Minha estrela" e a faixa que batiza o título do disco. Nem todas as mulheres são iguais. Algumas nascem para ser santas. Outras realizam-se na maternidade. Há aquelas que abrem espaço no que anda proibido. E também as que, insatisfeitas, viram a cabeça e mudam de atitude. Dizem não ao que as faz sofrer. Quando Fafá diz "Agora eu tenho é fome de homem que seja feliz", há uma explícita negação de um comportamento masculino que não dá ouvidos à mulher e que age conforme a uma norma social que as rebaixa, não as deixando exercer seus direitos. Essa mulher que contesta quer um homem mais bem resolvido.

Fafá resgatou, em "Atrevida", uma canção de Roberto e Erasmo Carlos, gravada em 1977, "Cavalgada", repleta de intenções sexuais, dando maior carga emotiva e uma nuance que se enxerga toda a cena em que a cantora revela, através dos versos, suas fantasias eróticas. Eleita para ser tema de abertura da novela global "Sinhá Moça" (1986) estrelada por Lucélia Santos, "Pra não mais voltar" era até então um poema inédito da cantora Maysa (1936-1977), musicado por Ivan Lins. Acabou também lançado o autor Leonardo Sullivan, irmão de Michael Sullivan, em "Memórias". A música puxou as vendas do disco e foi por si só a responsável pela conquista do certificado de platina pela marca das 500 mil cópias vendidas, tornando-se um dos seus títulos mais vendidos.

Por mais que soe datado para os dias atuais, pelos elementos eletrônicos usados por Lincoln Olivetti no acabamento dos arranjos, o discurso feminista de "Atrevida" permanece atual, em um momento em que muito se discute a emancipação da mulher e a luta por seu espaço, seja no campo profissional, familiar e sentimental. Fafá ousou, novamente, por ter levantado sua voz a favor de uma minoria. A mulher fatal que esbanjava sensualidade com seus seios fartos, provou que, dentro da aparente breguice, existe coerência e motivos de sobra para se fazer ouvir e ser notada.

Sim. Fafá estava muito atrevida, cheia de vida e pronta para viver grandes amores...

Texto Narrativo: Claudinei Sampaio

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