<<< Voltar     Encarte especial "Democracia Já!"

O ano de 1984 foi o ano em que se iniciou o processo de redemocratização do país. A campanha das "Diretas Já", propunha o fim da Ditadura Militar que já durava 20 anos. Fafá de Belém vestiu a camisa das Diretas e foi às ruas, junto com o povo em uma campanha suprapartidária, exigir o direito de votar para Presidente.

Mas, você caro leitor, sabe o que foi a Ditadura Militar e qual o real significado da campanha das Diretas? Uma pesquisa realizada pela Datafolha em 2009, mostrou que 60% dos jovens entre 16 e 24 anos, desconheciam esses períodos da nossa história. E você fã de Fafá de Belém, sabe a importância dela nesse movimento? Se não, acho melhor assistir aos dois pequenos documentários abaixo. Assim, você terá uma compreensão melhor de tudo o que vai estar relatado aqui.

Regime Militar. (História do Brasil por Boris Fausto)

Diretas Já completa 30 anos em 2014

Muito se fala a respeito da participação de Fafá de Belém, e de sua importância, na caminhada pelas Diretas Já; mas pouco se comenta que, na verdade, a cantora foi umas das articuladoras do movimento. Fafá havia proposto ao filho de Teotônio Vilela uma manifestação por Diretas Já para acontecer no dia 1 de janeiro de 1984, Theo Vilela não se mostrou muito interessado, Fafá então entra em contato com Marcos Freire e planejam para o dia 05 de janeiro de 1984 o primeiro comício da Diretas que aconteceu em Olinda (PE). Abaixo, depoimento de Fafá de Belém sobre essa articulação e o evento:

25 de janeiro de 1984. Milhares de pessoas lotam a praça da Sé em São Paulo, para gritar "Diretas Já". No palanque, políticos, intelectuais e artistas conduziam, de forma emocionada, todo esse movimento. Fafá de Belém cantou "Menestrel das Alagoas" (Milton Nascimento/Fernando Brant) e foi às lágrimas na parte da música em que entra a fala de Teotônio Vilela. 

Imprensa

Após o êxito do comício em São Paulo no dia 25 de janeiro de 1984, a caravana das Diretas se dividiu: uma parte fez o comício em Santos, na praia do Gonzaga e outra parte foi para João Pessoa (PB). Fafá de Belém seguiu na caravana que foi para a baixada santista.  


"A ideia da pomba veio do Henfil. Em dezembro de 1983, no show em São Paulo que terminava com "Menestrel das Alagoas", ele sugeriu que terminasse com a pombinha. Teotônio Vilela soltava pombas..., mas a pomba para o comício do Rio de Janeiro foi comprada em pinheiros, São Paulo, e viajou de avião numa gaiolinha. Coitada, morri de pena de soltá-la no meio daquela multidão, em terra estranha. Depois, avisávamos os organizadores dos comícios regionais e as pombas passaram a ser nativas. Em Belém, foi um pombo correio, levando uma mensagem de liberdade". (Fafá de Belém - Revista Manchete - Janeiro de 1985)


O movimento pelas Diretas ganhava cada vez mais força. Enquanto isso em Brasília, estratégias para conter a ação popular eram tramadas, mas o povo reagiu. A população lotava os comícios das diretas já em todas as cidades por onde passava. Fafá de Belém foi a única artista a participar de todos; foram 32. Foi nessas andanças que Fafá descobriu a verdadeira realidade do povo brasileiro. Foi nesse período que sentiu em seu coração que ela pertencia a esse povo.

Fafá começaria a pagar o preço por sua ativa participação no processo de redemocratização do país. Nas cidades governadas pela ala conservadora do PDS, os clubes, temendo represálias, começam a cancelar os shows já contratados da cantora. Mas Fafá não se deixou intimidar e seguiu em frente em sua luta pela democracia. Nada, absolutamente nada, poderia detê-la.

O povo brasileiro aderiu à campanha das "Diretas Já". Multidões iam às ruas reivindicar os seus direitos quanto cidadãos. Fafá de Belém era a grande voz, a grande condutora dessa massa, ávida por mudanças. Na agenda dos comícios, que chegava a sua faze final da campanha, as principais capitais como: Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo se preparavam para naquele histórico mês de abril poderem gritar "Diretas Já".

O povo brasileiro aderiu à campanha das "Diretas Já". Multidões iam às ruas reivindicar os seus direitos quanto cidadãos. Fafá de Belém era a grande voz, a grande condutora dessa massa, ávida por mudanças. Na agenda dos comícios, que chegava a sua faze final da campanha, as principais capitais como: Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo se preparavam para naquele histórico mês de abril poderem gritar "Diretas Já". A Som Livre, gravadora a qual Fafá era artista contratada, lança um compacto simples com as músicas: "Menestrel das Alagoas" (Milton Nascimento/Fernando Brant), hino da campanha e "Você em Minha Vida" (Roberto Carlos/Erasmo Carlos), que acabara de entrar na trilha sonora da novela "Amor, com Amor se paga". Foi um grande sucesso de vendas!

No dia 10/04/1987, o grito "Diretas Já! " Ecoou na cidade do Rio de Janeiro, no grande comício da Candelária (Foto). Cerca de 800 mil pessoas (Algumas fontes falaram em 1 milhão), compareceram ao evento para exigir a volta da democracia. Fafá de Belém, claro, estava lá! O colunista Artur da Távola, em sua coluna para "O Globo" em 12/04/1984 (Veja quadro abaixo), soube traduzir toda a beleza e força que foi a participação de Fafá no evento.

Imprensa:

Abaixo, pequeno documentário do grande Comício da Candelária e depoimento de Fafá de Belém sobre o tema. Assista:

"No estádio, Fafá convoca a cidade para a manifestação - Na Candelária, na Sé ou em Santarém, Fafá não perde o entusiasmo. Come sanduíches, dorme em avião, sofre boicote de alguns empresários, mas vai à luta. Fafá de Belém e a música "Menestrel das Alagoas", de Milton Nascimento, estarão hoje na grande passeata pelas eleições diretas, que vai começar na Praça da Sé e terminar no Vale do Anhangabaú.

No estádio do Morumbi, ontem à tarde, Fafá foi ver seu Flamengo (paixão que divide com o Corinthians e o Paysandu, do Pará), vencer o Santos por 1 a 0 e aproveitou para convocar o povo - ao lado de Osmar Santos, o "Locutor das Diretas", do prefeito Mário Covas e do deputado Eduardo Suplicy, pró-diretas - para a passeata gigantesca. Foi reconhecida, aplaudida e saiu emocionada. "Essa massa que está aí para ver o futebol, é a mesma que vai amanhã para o Anhangabaú. Antigamente podia se falar em alienação, hoje não. O desejo é um só: Diretas Já!".

Fafá não lamenta os prejuízos que tem sofrido com seu engajamento. Lembra que muitos dos seus shows foram cancelados à última hora por motivos obscuros e não convincentes, "muito embora a gente saiba que a razão é mesmo a luta pelos direitos". Acha isso irrelevante diante do que vê acontecer desde que participou, no último dia 05 de janeiro, do lançamento do "Movimento Teotônio Vilela", em Olinda (PE), onde considera ter realmente começado a campanha nacional pelas diretas: "É uma loucura. Hoje em dia o povo sabe que pode falar, pode ir para reivindicar um direito. Vai estudante, operário, intelectual e até empresário lutar contra esses 20 anos de repressão. E vai sem entrar no jogo da direita, vai em ordem, pacificamente" - Argumenta.

A cantora diz que sente a mesma coisa falando para um milhão ou para duas dúzias. Só confessa certa angústia pela possibilidade da "Emenda Dante de Oliveira" não ser aprovada dia 25: "Pela crença e esperança de todo o povo brasileiro, fico temerosa se essa elite dirigente não se sensibilizar - Mas tem a receita para transformar tal angústia em força - Se a Dante não passar, temos que redobrar nosso esforço e dedicação. Teremos que continuar cobrando e exigindo. Foi assim com a anistia. Será assim agora" - Conclui." (Folha de São Paulo - Política - Coluna de Luis A. Novaes - 16/04/1984)

Em 16 de abril de 1984, o comício das Diretas Já no Vale do Anhangabaú, na cidade de São Paulo, reuniu 1,5 milhão de pessoas em uma das maiores concentrações populares da História do Brasil. Veja abaixo as principais manchetes sobre o evento:

Abaixo, dois vídeos com a cobertura do comício das "Diretas Já" no Vale do Anhangabaú em SP. No segundo, há um trecho com Fafá de Belém cantando "Menestrel das Alagoas" (Milton Nascimento/Fernando Brant). Assista:

A emenda Dante de Oliveira seria votada no dia 25/04. Um clima de "já ganhou" tomou conta de todo o país. Acreditava-se, sem sombras de dúvidas, que Brasília iria ouvir o clamor popular. E foi nesse clima de confiança, que Fafá deu declarações e entrevistas.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 5 de 2 de março de 1983, mais conhecida como "Emenda Constitucional Dante de Oliveira", decidiria sobre o restabelecimento das eleições diretas para presidente da república no Brasil após 20 anos de regime militar, foi derrubada em votação na Câmara dos Deputados na noite de 25 de abril de 1984.

Houve 298 votos a favor, 65 contra, 113 ausências e 3 abstenções. Por ser emenda constitucional, seria necessário a aprovação de dois terços da casa (320 votos). Com a derrota, por apenas 22 votos, a emenda nem sequer foi apreciada pelo Senado Federal e assim terminou a mobilização causada pela campanha das Diretas Já.


"Não tinha o que enchesse a sensação de vazio. Não adiantava comer que não tapava, não adiantava dormir que não passava, não adiantava beber que não disfarçava. Era depressão, angústia, pena daquele povão todo que foram às ruas.

No meio da votação, já rolava pelos corredores que a emenda não ia passar. Eu estava mais ou menos conformada. Mas o coração batia, as diretas tinham sido aprovadas pelo povo, eu precisava ter pensamento positivo. Comecei a ficar muito, muito emocionada. Chorava de alegria quando diziam sim, de raiva quando diziam não. Quando chegou na bancada de Santa Catarina ou Paraná, disseram: Já dançou! Foi um sentimento terrível. Aí, desci para falar com o Dr. Ulysses Guimarães. Ele saiu um trapo da votação, nem o Dante saiu tão abalado. O Dr. Ulysses tinha certeza que a emenda passava.... No dia seguinte procurei alguns políticos achando que a luta não terminara. Então, para mim, veio o pior. Um deles me disse: 'É hora de saírem os amadores e entrarem os profissionais'. Iriam resolver a portas fechadas. Eu achava que o povo merecia um esclarecimento...". Nos ouvidos de Fafá ficara o grito popular inconformado com a derrotada Emenda Dante de Oliveira: 'O povo não esquece, acabou o PDS. "Muitos riram, acharam engraçado e bobo, mas, o PDS acabou ali. " (Declaração de Fafá de Belém a Revista Manchete, publicada em 26/01/1985)

O Resumo da ópera:

Mesmo com a derrota das "Diretas Já" no Congresso Nacional, os defensores da democracia não esmoreceram. Artistas, políticos, intelectuais e o povo, continuaram a gritar por mudanças. Alguns outros comícios foram realizados, e Fafá estava lá.

Enquanto isso, nos bastidores, o Deputado Ulysses Guimarães renuncia a possibilidade de se candidatar a Presidência da Republica. As articulações políticas da época acabaram levando à eleição de uma chapa "mista", com Tancredo Neves como candidato a presidente pelo PMDB e o candidato a vice José Sarney, do PFL.

Ciente dos riscos que se avizinhavam em razão de tamanha fragmentação do PDS, o senador José Sarney, presidente do partido, propôs a realização de prévias eleitorais, junto aos filiados para a escolha do candidato governista à Presidência da República, proposta esta logo rechaçada pelos malufistas que a interpretaram como uma tentativa de inviabilizar a candidatura do líder, fato que levou Sarney a deixar a presidência do PDS e dias depois abandonar o partido, no que foi seguido pelo também senador Jorge Bornhausen.

Em seguida, os governadores do PMDB, e Leonel Brizola do Partido Democrático Trabalhista PDT, anunciaram seu apoio ao nome de Tancredo Neves como candidato oposicionista nas eleições no Colégio eleitoral (que se compunha do Congresso Nacional e representantes das Assembleias legislativas), ao passo que, no PDS, houve a retirada dos nomes de Aureliano Chaves e de Marco Maciel da disputa, o que deixou Maluf e Mário Andreazza como postulantes à vaga de candidato, todavia a vitória de Maluf fez com que os seus adversários passassem a apoiar Tancredo. Enquanto isso, Fafá de Belém se questionava se deveria apoiar, ou não, a candidatura de Tancredo Neves.

Após conversar, por telefone, com Tancredo Neves; Fafá decidiu apoiá-lo. Percebeu que não havia uma outra maneira. Ficar neutra seria o mesmo que apoiar Maluf. A cantora também decidiu que "Menestrel da Alagoas" havia sido o hino das diretas e que na campanha de Tancredo iria cantar uma outra música, "Credo", também composta por Milton Nascimento e Fernando Brant.

Após um acordo firmado entre o PMDB e a dissidência Frente Liberal do PDS ficou estabelecido que Tancredo Neves seria o candidato a presidente e José Sarney (ex-ARENA, e que deixara o PDS para se filiar ao PMDB) seria o candidato a vice-presidente. A Frente Liberal surgiu em 1984, de uma dissidência no PDS, que posteriormente tornou-se o Partido da Frente Liberal, atual Democratas. Essa dissidência foi aberta no PDS quando Paulo Maluf, ex-governador de São Paulo, venceu a disputa interna dentro do PDS, contra o ministro do Interior Mário Andreazza, e foi escolhido, pelo PDS, para ser seu candidato à presidência da República e enfrentar Tancredo Neves, no Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985.


Tancredo queria em segredo que o empresário Antônio Ermírio de Moraes fosse vice-presidente. Antônio Ermírio, nascido em família tradicional de Pernambuco, era líder empresarial em São Paulo. O pai dele, José Ermírio de Morais tinha sido senador pelo PTB de Pernambuco e foi amigo de Getúlio Vargas. O segredo vazou, e a possibilidade de Antônio Ermírio ser vice foi descartada em São Paulo.

Os rebelados do PDS, liderados pelo vice-presidente da República Aureliano Chaves e pelos senadores Marco Maciel e Jorge Bornhausen, entre outros, criaram uma ala dentro do PDS chamada Frente Liberal que viria a ser o grande apoio do PFL, e que votou em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral.

O PMDB estava em minoria no colégio eleitoral, por isso precisava de votos do PDS para conseguir eleger o presidente da república.

Naquela época, não eram permitidas as coligações partidárias, os candidatos a presidente e a vice-presidente da república tinham que ser do mesmo partido. Sarney podia se filiar ao PMDB por ter sido eleito senador do ARENA em 1978, partido que havia sido extinto. Assim, sua troca de partido não era considerada, pela lei eleitoral da época, uma infidelidade partidária, sujeita a perda de mandato eletivo, pois Sarney não estaria deixando o partido pelo qual fora eleito. O que não era o caso de Marco Maciel que não podia trocar de partido, pois fora eleito senador por Pernambuco, pelo PDS, em 1982. Aureliano Chaves não podia se candidatar a presidente pelo PMDB, mesmo tendo sido eleito vice-presidente da república pelo ARENA, em 1978, pois assumira a presidência da república várias vezes como substituto de João Figueiredo, tornando-se inelegível para a presidência. Aureliano era inelegível também para a vice-presidência pois não era permitida, na época, a reeleição.

Tancredo foi lançado candidato por ser aceito por grande parte dos militares e tido como moderado. Na área militar foi decisivo o apoio do ex-presidente Ernesto Geisel. Essa moderação, porém, era alvo de críticas do PT que não aceitava o Colégio Eleitoral.

Tancredo também ganhara prestígio dentro do PDS, nas reuniões com governadores do Nordeste, (todos os nove foram eleitos pelo PDS, e a maioria deles eram políticos da nova geração e que admiravam Tancredo), nas reuniões da SUDENE, a qual Minas Gerais pertencia, pelo fato de o norte de Minas Gerais fazer parte da área da seca, o Polígono das Secas. Vários destes governadores passaram para à Frente Liberal, depois PFL. Entre estes governadores que aderiram a Tancredo, e cujo apoio fora decisivo, estava o ex-governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães, o "ACM". Antônio Carlos reagiu às declarações do ministro da Aeronáutica Délio Jardim de Matos que dissera que quem abandonava o candidato do PDS era traidor, e disse que traidor era ele, o ministro. Foi a primeira vez que um ministro militar era contestado durante o regime militar. A partir de então, a adesão a Tancredo cresceu.

Mesmo a eleição sendo indireta, Tancredo fez diversos comícios populares em praça pública. Tancredo disse, em um de seus discursos durante a campanha eleitoral, na cidade de Vitória, em novembro de 1984: "Restaurar a democracia é restaurar a República. É edificar a Nova República, missão que estou recebendo do povo e se transformará em realidade pela força não apenas de um político, mas de todos os cidadãos brasileiros! " (Fonte: Wikipédia).

Depoimento de Fafá de Belém sobre Tancredo Neves:

Era com a música "Credo" (Milton Nascimento/Fernando Brant), que Fafá de Belém pretendia encerar os comícios de Tancredo Neves, mas o povo queria "Menestrel..." 


Novamente, a cidadã Maria de Fátima se esqueceu do mundo e mergulhou de cabeça na campanha vitoriosa de Tancredo Neves. Desde a campanha das "Diretas", Fafá começou a observar um outro Brasil, aquele que estava bem longe da sua realidade. Descobriu que sua alma era popular e que, embora a sua imagem fosse amada pelo grande público, a sua música não chegava até eles. Foi nessas andanças que Fafá foi sentindo a necessidade de popularizar o seu trabalho.  

Além das ameaças e dos shows cancelados, Fafá também enfrentava os boatos. Foi por essa época que começaram a noticiar que a cantora pretendia entrar de vez para a política e que se candidataria ao cargo de Deputada Federal, Fafá sempre negou. A cantora dizia que: "Quero liberdade para pichar os maus políticos! ". 

No dia 07/12/1984 Tancredo Neves realizou um grandioso comício na Praça da Sé em São Paulo. O povo e a classe artística compareceram. Fafá encerrou o comício com "Menestrel das Alagoas".

No dia 17/12/1984, Tancredo Neves encerra, na cidade do Recife (PE), a sua vitoriosa campanha. Fafá, claro, estava lá.

Revista "Manchete" - Número 1.705 - 22 /12/1984 - Texto de: Eduardo Francisco Alves

Com o término da campanha presidencial de Tancredo Neves, que estatisticamente já estava eleito, a "acelerada" Fafá de Belém já queria mergulhar na produção de seu próximo disco. Mas, o corpo disse não e logo após o natal de 1984, foi internada no Hospital Santa Cruz, vítima de uma crise renal e uma estafa. Após obter alta, cedeu a necessidade de descansar por alguns dias.

No dia 15/01/1985, Tancredo Neves foi eleito Presidente da República. Todos os fatos sobre sua eleição e morte, estão registrados no período "Aprendizes da Esperança". 

Textos Narrativos: Claudinei Sampaio

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